Deshenos: S. Blatrix ; Gráficos: P. Minary
O ouvido médio transfere o son do meio aéreo (ouvido externo) para o meio líquido da cóclea
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A membrana timpânica (4), vestígio branquial, separa o canal auditivo externo da cavidade do ouvido médio. |
| S. Blatrix | |
Membrana timpânica
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Vista da face medial da membrana timpânica de cobaio em microscopia electrónica de varrimento. Vê-se o cabo do martelo inserido na parte central da membrana, a apófise anterior do martelo e a membrana timpânica inserida no osso temporal pelo anel timpânico. |
Reflexo ossicular
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Quando um som de forte intensidade é detectado pela cóclea (>80 dB) a informação é transmitida aos núcleos do tronco cerebral e desencadeia um arco reflexo que provoca a contracção dos músculos do ouvido médio (no Homem só o estapédio se contraí). Este evento condiciona um aumento da rigidez da cadeia tímpano-ossicular, o que limita a sua mobilidade nas frequências baixas e médias (<2000Hz) o que condiciona uma diminuição da energia transmitida ao ouvido interno. No entanto este reflexo não é eficaz na protecção do ouvido interno das altas frequências. |
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Esta vista medial da cavidade do ouvido médio (caixa do tímpano) permite compreender como a cadeia ossicular pode ser imobilizada pela contracção reflexa dos músculos do martelo e do estribo. Estes reflexos, mediados por núcleos do tronco cerebral, reduzem a função de transferência entre o ouvido externo e a cóclea protegendo-a contra a sobre-estimulação sonora...mas com limites:
Um outro papel dos reflexos do ouvido médio, que é desencadeado pela voz, é de atenuar a percepção da própria voz; este aspecto é particularmente importante para os cantores.
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Funcionamento do ouvido médio
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O ouvido médio transmite a energia acústica do tìmpano ao ouvido interno realizando uma adaptação de impedância entre o meio aéreo e o meio líquido. |
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Atenção! Este valor deve ser utilizado com precaução porque, devido ás suas caracteristicas mecanicas, o comportamento e a "eficácia" do ouvido médio variam muito com a frequência (f) |
Função de transferência do ouvido médio
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Os fenómenos descritos anteriormente são observaveis quando se estuda a função de transferência do ouvido médio, ou seja na relação complexa (amplitude e fase) existente entre a pressão acústica à entrada do ouvido interno (Pv: na perilinfa da base da rampa vestibular) e a pressão acústica sobre o tímpano (Pt) : Pv/Pt. Por outro lado, é de referir que nas baixas frequências a pressão à entrada da cóclea (Pv) apresenta um avanço de fase de 90º em relação à pressão sobre o tímpano (Pt). Isto significa que o sinal à entrada da cóclea (Pv) é função da velocidade do estribo (ve): Pv = Zc.ve. |
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Duas conclusões se impõem:
- São o ouvido externo e médio que, em função da quantidade de energia acústica transmitida em cada frequência, modelam a curva de limiares de sensibilidade auditiva - O ouvido interno é um detector em que o limiar é constante em função da frequência na quase totalidade da gama auditiva (cerca de 1,10-18W no Homem) |
Limiares de sensibilidade auditiva
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